Por Magno Oliveira

Após as eleições, o prefeito eleito e o atual iniciam um processo chamado de transição. Neste momento é importante a formação de uma equipe de confiança de ambos os “prefeitos”. Uma transição bem feita garante um governo promissor. Eficiente desde o início. Quem ganha com isso é principalmente o povo.

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A transição está prevista em lei. Ocorre desde 2002. Representa um significativo avanço em política pública, porém, apesar de já fazer parte do cenário político brasileiro há 14 anos, ainda os “nossos políticos” parecem não saber usar este objeto fundamental para garantir uma gestão equilibrada. E que tenha plenas condições de desde o início começar trabalhando, arregaçando as mangas em prol da população.

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Prova disso é o caso da nossa querida e amada Poá. O prefeito eleito Gian Lopes (PR), seu vice Marquinhos Indaiá (PDT) e sua equipe formada por diversos caciques da política poaense e partidos formaram uma equipe, porém, nos nomes não houve a esperada e prometida por eles: RENOVAÇÃO. Outro ponto negativo foram as poucas reuniões entre as equipes. Há ainda um terceiro ponto que deixou a desejar nesta transição. Ponto este, que de tão absurdo consegue ser mais grave que os demais. Os futuros governantes da Princesinha do Alto Tietê não anunciaram até o fechamento deste texto (27/12) a composição do secretariado.

Como é possível fazer transição em todas as pastas se não há definido quem será o secretário (a)? A resposta é simples, direta e reta. Não é possível.

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Segundo fontes, o anúncio das pastas restantes só ocorrerá em 02 de janeiro. Ou seja, após o início do governo. O que eu temia poderá ser realidade. O governo do Lopes e do Indaiá iniciará sem sua equipe formada por completo. Isto representa um ônus sem proporções aos poaenses.

Em resumo, a futura gestão já começa errando, pois ao deixar para o dia 02 de janeiro a oficialização dos nomes não permitirá que haja transição entre o antigo secretário e o novo. Não permite que já no dia 02 os secretários saibam o que é necessário ou não ser feito logo de cara.

Com isso, é certeza. A cidade perderá e muito nos primeiros meses de mandato. O correto seria igual fizeram Rodrigo Ashiuchi (PR), em Suzano, Fabia Porto (PRB), em Santa Isabel, cito estes, para dar dois exemplos, que anunciaram de forma rápida seus secretários e suas ações para economizar. Com a atitude deles ambos já entram com sua equipe pronta para colocar a mão na massa no dia 02 de janeiro. Do jeito que o Lopes está fazendo dia 02 chegarão e os primeiros meses serão para fazer aquilo que na transição deveriam ter feito. Com isso perde a cidade, perde o povo, pois a gestão não começará bem. Não é preciso ser adivinho para saber disso, não é preciso ser pessimista para fazer este prognóstico. É só ser lúcido e se preocupar com a cidade e o com o povo poaense de verdade.

 

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